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CYPE 3D

A partir da versão 2018.a, CYPE 3D permite incluir no desenho dos elementos estruturais de aço laminado e composto, as principais especificações e requerimentos vinculados aos três sistemas sismo-resistentes mais utilizados e definidos na norma dos Estados Unidos AISC 341-10 (Seismic Provisions for Structural Steel Buildings):

  • Pórticos resistentes ao momento
  • Pórticos com contraventamentos concêntricos
  • Pórticos com contraventamentos excêntricos

Também se implementa o cálculo, dimensionamento e verificação de Ligações Pré-qualificadas segundo a norma ANSI/AISC 358-10 e ANSI/AISC 341-10. O dimensionamento e verificação de Ligações Pré-qualificadas está exposta no ponto "Ligações pré-qualificadas segundo ANSI/AISC 358-10 e ANSI/AISC 341-10". Estas ligações aplicam-se aos sistemas sismo-resistentes formados por "Pórticos resistentes a momento".

Nos seguintes pontos descrevem-se os três sistemas sismo-resistentes e os tipos em que se subdividem. No ponto "Verificações realizadas " da página "CYPE 3D. Sistemas sismo-resistente segundo ANSI/AISC 341-10, e Ligações pré-qualificadas segundo ANSI/AISC 358-10 e ANSI/AISC 341-10" pode consultar as verificações que CYPE 3D realiza para cada um destes tipos.

Pórticos resistentes ao momento

Os pórticos não contraventados ou pórticos resistentes a momento são encaixes retilíneos de vigas e pilares conectados entre si mediante soldaduras, cavilhas ou ambos. As barras que fazem parte destes pórticos ficam submetidas principalmente a momentos fletores e esforços transversos.

As especificações AISC 341-10 consideram três tipos de pórticos resistentes ao momento de acordo o grau de comportamento dúctil que se considera no dimensionamento. A diferença fundamental entre eles é que se dimensionam com distintos níveis de capacidade de dissipação de energia:

  • Pórticos Ordinários Resistentes ao Momento (OMF - Ordinary Moment Frames) (AISC 341-10, E1)
  • Pórticos Intermédios Resistentes ao Momento (IMF - Intermediate Moment Frames) (AISC 341-10, E2)
  • Pórticos Especiais Resistentes ao Momento (SMF - Special Moment Frames) (AISC 341-10, E3)

Pórticos com contraventamentos concêntricos

Este tipo de estrutura caracteriza-se porque os eixos centrais dos elementos estruturais componentes se intersectam num ponto, formando assim uma estrutura reticulada. É por isso que as ações laterais induzem, principalmente, esforços axiais nas barras do pórtico contraventado.

As especificações AISC 341-10 consideram duas categorias de pórticos contraventados concentricamente em função do nível de desempenho esperado:

  • Pórticos Ordinários com Contraventamentos Concêntricos (OCBF - Ordinary Concentrically Braced Frames) (AISC 341-10, F1)
  • Pórticos Especiais com Contraventamentos Concêntricos (SCBF - Special Concentrically Braced Frames) (AISC 341-10, F2)

Pórticos com contraventamentos excêntricos

Nos pórticos com contraventamentos excêntricos, as forças axiais induzidas nos tirantes são transferidas mediante esforços transversos e flexão em segmentos de reduzido comprimento (e), onde se dissipa energia por fluência do aço. As ligações representam "fusíveis estruturais", as quais devem detalhar-se adequadamente para evitar que a encurvadura local e outros fenómenos de instabilidade degradem a resposta.

As especificações AISC 341-10 consideram uma única categoria de pórticos com contraventamentos excêntricos:

  • Pórticos Especiais com Contraventamentos excêntricos (EBF) (AISC 341-10, F3)

Atribuição de sistemas sismo-resistentes no CYPE 3D

A atribuição do sistema sismo-resistente a uma barra realiza-se através da opção "Sistema sismo-resistente" do menu "Barra". Esta opção só estará disponível se a norma de aço laminado selecionada for a "ANSI/AISC 360-10".

O utilizador atribui livremente e segundo o seu critério os sistemas sismo-resistentes às barras. Logicamente deve ser coerente com a geometria do pórtico.

As barras as quais se atribuem os sistemas sismo-resistentes terão de ser de aço laminado ou composto e estarem definidos como elementos estruturais tipo GenéricoPilar ou Viga. A sua seleção pode realizar-se de modo individual ou múltipla mediante janelas de captura.

  • Elementos estruturais genéricos (contraventamentos)
    As barras do tipo "Genérico" são as que se vão utilizar como contraventamentos, pelo que só é possível atribui-lhes sistemas sismo-resistentes dos tipos OCBF, SCBF ou EBF.
  • Elementos estruturais tipo pilar
    As barras do tipo Pilar, é possível atribuir-lhes qualquer dos sistemas sismo-resistentes indicados (OMF, IMF, SMF, OCBF, SCBF ou EBF) na direção dos eixos locais "Y" e "Z". O sistema sismo-resistente pode ser diferente numa e outra direção.

    Face à verificação de ligações pré-qualificadas e se o sistema sismo-resistente selecionado é do tipo IMF ou SMF, pode-se indicar se a "Altura da planta superior para a verificação de esforço transverso no painel nodal" a calcula o programa ou a indica o utilizador. Também é possível ativar a opção "Verificar como ligação sem suporte lateral na direção do pórtico sísmico", aplicável a ligações de pórticos do tipo SMF. No subponto "Funcionamento no CYPE 3D" (incluído no ponto "Ligações pré-qualificadas segundo ANSI/AISC 358-10 e ANSI/AISC 341-10"), dispõe de mais informação sobre estas duas opções.
  • Elementos estruturais tipo viga
    As barras do tipo Viga, é possível atribuir-lhe qualquer dos sistemas sismo-resistentes indicados (OMF, IMF, SMF, OCBF, SCBF ou EBF) se selecionar-se como "Elemento" a opção "Viga". Se selecionar-se como "Elemento" a opção "Ligação" não aparece nenhum tipo de sistema para atribuir, já que as "Ligações" são próprias dos sistemas sismo-resistentes EBF , atribuindo-se automaticamente.

    Face à verificação de ligações pré-qualificadas, se selecionar-se como "Elemento" a opção "Viga", pode-se indicar se o "Vão livre da viga entre as faces de pilares" calcula o programa ou a indica o utilizador. No subponto "Funcionamento no CYPE 3D" (incluído no ponto "Ligações pré-qualificadas segundo ANSI/AISC 358-10 e ANSI/AISC 341-10"), dispõe de mais informação sobre esta opção.

Norma Brasileira ABNT NBR 6118 (2014). Projeto de estruturas de concreto - Procedimento.

Implementada nos programas Muros em consola de betão armado e Contenção periférica. Esta norma já estava implementada no CYPECAD, CYPE 3D e outros programas da CYPE.

A partir da versão 2017.i, CYPECAD e CYPE 3D permitem trabalhar sobre várias obras de modo simultâneo.

Após abrir uma obra no CYPECAD ou no CYPE 3D, é possível aceder ao menu geral dos programas da CYPE, para abrir outro ficheiro de um destes dois programas e trabalhar sobre ele ou sobre as duas obras abertas.

Isto permite por exemplo, editar os resultados de uma estrutura já calculada e introduzir uma outra obra nova ou calcular outra. Inclusive é possível calcular várias obras ao mesmo tempo. O número de execuções não está limitado.

Existe uma limitação, não é possível manter aberto o mesmo ficheiro duas vezes.

Código Reglamentario para el municipio de Puebla (2003).

Implementado no CYPECAD e no CYPE 3D.

Reglamento Argentino de Estructuras de Madera

Implementada no CYPECAD e no CYPE 3D.

National Design Specification for Wood Construction.

Implementada no CYPECAD e no CYPE 3D.

Em versões anteriores, quando se seleciona o cálculo sísmico com a norma NSR-10 (Colômbia), é possível selecionar várias microzonas:

  • Bogotá D.C.
  • Cali (2005)
  • Pereira

A partir da versão 2017.e, foi incluída a Microzonificación de Cali de 2014 (Decreto 411.0.20.0158 de 2014).

Norma Boliviana. Hormigón Estructural.

Implementada no CYPECAD, no CYPE 3D.

National Annex to CYS EN 1998-1:2004. Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance. Part 1: General rules, seismic actions and rules for buildings.

Implementado no CYPECAD e no CYPE 3D.

Manual de Diseño de Obras Civiles. Diseño por Sismo México 2015.

Implementado no CYPECAD e no CYPE 3D.

Uma vez que o CYPE 3D analisa uma placa, a geração de "Bandas de integração” no elemento bidimensional permite processar as soluções nodais proporcionadas pelo método dos elementos finitos, e calcular a resultante de esforços em determinadas secções de interesse para análise.

A partir da versão 2017.a, essa resultante pode calcular-se aplicando um dos seguintes métodos:

  • Método de integração dos esforços internos
    O método dos esforços internos baseia-se na integração dos esforços de placa (esforços por unidade linear) calculados em certos pontos da secção em análise determinados pelo programa. Os esforços em cada ponto obtém-se interpolando os correspondentes valores nodais do elemento que pertencem. Conhecidos os esforços nos pontos da secção, integram-se para obter a resultante atuante na mesma.

    O programa oferece a possibilidade de "Utilizar esforços uniformes". A uniformidade dos esforços consiste em fazer a média do valor num vértice a partir dos valores de cada um dos triângulos que confluem nele. Para o processo de interpolação de esforços, o valor nos vértices dos elementos pode ser o valor próprio de cada triângulo, ou o valor médio, em função da seleção ou não desta possibilidade.

    Este método proporciona muitos bons resultados quando a largura da banda de integração é reduzida.
  • Método de integração das forças nodais
    O método de integração das forças nodais calcula a resultante numa secção da placa a partir das forças nos nós dos triângulos. Estas obtém-se multiplicando a matriz de rigidez do elemento pelo vetor de deslocamentos do mesmo. Conhecidas as forças nodais, isola-se uma parte ou porção de placa, na zona que une as suas arestas é a secção de análise. A resultante nessa secção obtém-se por equilíbrio de todas as forças atuantes na peça: forças nos nós do perímetro e forças sobre a porção isolada.

Este método proporciona muitos bons resultados quando a banda de integração para o cálculo da resultante abarca todo a largura da placa. Quando a largura de banda é mais reduzida e se está utilizando este método, recomenda-se a utilização de uma discretização refinada da placa ou do método anterior "Método de integração dos esforços internos".

Em versões anteriores é possível introduzir, nas estruturas 3D integradas do CYPECAD e no CYPE 3D, elementos estruturais de madeira do tipo "Genérico" mediante o módulo "Perfis de madeira".

Na versão 2017.a o módulo "Perfis de madeira" foi melhorado, permitindo agora introduzir elementos estruturais de madeira do tipo "Vigas" quer no CYPECAD como no CYPE 3D. A introdução de vigas de madeira como tais elementos estruturais, em vez de introduzir como barras genéricas de madeira, permite realizar as verificações específicas de vigas e utilizar o "Editor de vigas avançado" para editar e dimensionar estes elementos.

No ponto "Vigas de madeira" das novidades do CYPECAD desta página, possui informação detalhada desta nova melhoria do módulo "Perfis de madeira" que é comum ao CYPECAD e CYPE 3D.

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